Eu tinha um conto interessante sobre alguém. Sobre um jeito paradoxo de ser. Sobre um pensamento que às vezes gritava e permanecia mudo.
Era um texto vago, cheio de remendos, cheio de solidão, sobre alguém que eu ainda não sei direito, ou não defino. Quiçá, não existe esse texto escrito para alguém. Seria trazê-lo para o concreto. E com ele tudo fica no mundo das idéias, do subjetivo não-palpável. Nesse mundo onírico onde vivem os poetas.
Eu tinha um conto interessante sobre alguém que é muito mais artista do que eu jamais vou ser.
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