10.6.11

daqui a um segundo já não é mais agora.


Eu posso ser seletiva ou simplesmente ter preguiça de você.
Confundo minhas carências com tentativas vãs de esquecer alguém.
Se demostro minhas vontades é porque apaixonei, se demostro meu orgulho, é apenas “cisma”.
Não se engane em dizer que estou “flertando”, a muito que nem sei como se faz isso.
Quase não tenho mais inconsiente, mas em raras vezes eu me pergunto por que tem que ser assim.
Já aprendi que Dorflex é ótimo para dor no corpo, e para dor no coração: cachaça.
Tem sentimentos que eu preciso por pra fora, a saúde agradece.
Eu sei que não adianta tentar voltar atrás, eu vou carregar as consequências pra sempre
E por mais que você me perdoe, o sentimento de culpa só passa com o tempo.
Eu evito me doer, nem vale tanto a pena.
Não penso mais no rumo das coisas, eu deixo o tempo tomar conta dos meus caminhos.
Descobri que eu nada sei sobre sentimentos, mas sei a diferença entre falta, ócio e solidão.
Conselho é uma coisa que precisa de cautela, tanto pra dar quanto pra receber.
Eu vou confiar mais em você pelo que você faz e não pelo que diz.
Aprendi que ninguém fala exatamente o que sente, e eu preciso arrancar informações sem que percebam.
Eu tenho amigos que desaparecem por anos e quando voltam é como se tivessem me visto semana passada.
Descobri que tem um anjo fazendo as coisas darem certo do lado de lá.
Quando eu gosto de alguém eu não enxergo os defeitos, e deve ser assim com todo mundo.
E não vale a pena estragar uma lembrança significativa com coisas banais.
Descobri que não sei lidar com coisas certas, algo precisa sempre estar fora do lugar.
E que, não importa o que eu ando fazendo da vida, certas coisas eu não vou deixar de fazer nunca e isso mostra quem eu realmente sou.
Eu morro de amor é pra continuar vivendo, mas isso eu aprendi com um moço da faculdade numa peça de teatro...

2 equilibristas:

Rose Ana disse...

sempre fantastica,
bjs

Larissa Galasso disse...

Que texto bonito !!